Plataforma da Qualidade do ar do IEMA é referência para ranking da OMS sobre poluição do ar em 103 países

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 80% das pessoas que vivem em áreas urbanas que monitoram a poluição do ar estão expostas a concentrações de poluentes que excedem os limites por ela recomendados.

Embora todas as regiões do mundo sejam afetadas pelo problema, as populações em cidades de baixa renda são as mais impactadas. As informações são do último banco de dados sobre qualidade do ar no ambiente urbano lançado neste mês de maio.

O levantamento apontou que 98% das cidades com mais de 100 000 habitantes em países de renda baixa e média, não atendem às diretrizes de qualidade do ar recomendadas pela OMS para material particulado (MP10 e MP 2,5). No entanto, em países de alta renda, como EUA, Austrália e Canadá, esse percentual cai para 56%.

O levantamento se baseou em dados de monitoramento de 3000 cidades em 103 países e neste ano cobriu duas vezes mais localidades que os rankings anteriores. No Brasil, a Plataforma de Qualidade do Ar desenvolvida pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) em parceria com os órgãos estaduais de meio ambiente que fazem esse monitoramento foi a referência para as informações compiladas pela OMS sobre o país.

O banco de dados sobre poluição do ar da OMS mostra concentrações de material particulado (PM10 e PM2,5), em 44 estações brasileiras monitoradas em 2014.  Os dados da Plataforma estão sendo atualizados pelo IEMA para os anos de 2015 e 2016. Eles devem ser lançados em Outubro e incluirão, além de Material Particulado, os demais poluentes regulados nacionalmente: Dióxido de Nitrogênio, Dióxido de Enxofre, Ozônio, Monóxido de Carbono, Fumaça e Partículas Totais em Suspensão.