Plataforma da qualidade do ar

A rede de monitoramento em cada estado tem características bastante particulares que dependem de muitos fatores, desde o objetivo do monitoramento, da capacidade de investir em sua ampliação e manutenção, até o modelo de gestão que pode ter diferentes formatos envolvendo os órgãos ambientais diretamente, ou auxiliados por empresas especializadas. Outro conjunto de particularidades referem-se à estrutura, distribuição no território, e diferenças entre equipamentos e métodos de medição adotados.

Características da rede monitora

Entre os fatores que definem a característica de uma rede monitora estão:

  • o tipo de operação : se manual ou automática;
  • o número de estações e sua localização em função dos objetivos do monitoramento;
  • o número e tipo de monitores em cada estação: se passivos, ativos ou contínuos;
  • os poluentes e parâmetros meteorológicos monitorados;
  • os intervalos de geração de dados ;
  • e a representatividades das informações geradas.

Essas informações podem ser verificadas no detalhamento de cada estação apresentada nesta Plataforma.

Mais sobre os tipos de monitores empregados

De acordo com Martínez e Romieu (1997, apud IEMA 2014), as tipologias de monitores podem ser assim distinguidas:

  • Passivos: dispositivos, em geral, na forma de tubos ou discos, que absorvem ou adsorvem poluentes específicos através de uma reação química. Após certo tempo de exposição (horas a um mês), a amostra é analisada em laboratório. Esta metodologia pode ser aplicada a uma grande variedade de poluentes como NH3, BTX (benzeno-tolueno–xileno), SO2, NOX, O3, HF, HCl, aldeídos e compostos orgânicos voláteis.
  • Ativos ou Manuais: diferenciam-se dos anteriores por requererem energia elétrica, sendo esta necessária para bombear a amostra através de um meio de coleta, físico ou químico. Além disto, o tempo de amostragem é menor, variando de 24h a alguns dias. Poluentes gasosos usualmente reagem pela passagem (borbulho) da amostra em uma solução reagente, que é recolhida e analisada em laboratório através de técnicas como cromatografia gasosa/espectrometria de massa. Esta técnica tem sido empregada para amostragem de PTS, MP10, MP2,5, hidrocarbonetos, compostos orgânicos voláteis, dioxinas, pesticidas, etc.
  • Automáticos ou contínuos: são instrumentos que se baseiam nas propriedades físico-químicas dos poluentes. A amostra é analisada em tempo real através de métodos óptico-eletrônicos como absorção de ultravioleta ou infravermelho, fluorescência, quimiluminescência, etc. Além da análise imediata, estes monitores se diferenciam pela confiabilidade, acurácia, alto custo e requerem alto padrão de manutenção, operação e controle de qualidade de procedimentos.
  • Semiautomáticos: monitores localizados em estações visitadas periodicamente por técnicos que fazem a aferição, programação e troca de materiais que auxiliam a medição. Nestas estações, a amostragem é realizada automaticamente em um período de tempo limitado onde o técnico é responsável pela reposição dos filtros de amostragem, os quais são posteriormente levados a laboratório para análise, voltando assim a estação a operar normalmente.